As palavras aqui não são contadas, as histórias são ouvidas e muito mais há para dizer e fazer.
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quarta-feira, 9 de março de 2011
O que nos conta uma canção? (II)
Decorria o ano de 1996...
Tinha entrado na Universidade, longe de casa e dos amigos...
Esta música tocou uma noite inteira, estava em modo repeat. Poderia ter enjoado, mas não...
Foi uma noite muito importante para mim. Fui convidada para jantar por um amigo, vizinho de outras terras. A sua dimensão, sentido de humor, tranquilidade e olhar derrubaram-me ao primeiro assalto, envolvi-me e deixei-me envolver (o que nem sempre é a mesma coisa)!
Um jantar preparado por ele, algumas brincadeiras desajeitadas com os amigos e um resto de noite sereno que incluiu ver o programa Televendas (que eu achei ser qualquer coisa relacionada com câmbios!!!).
Há sempre um lado arrebatador no primeiro beijo... toda uma energia concentrada, um misto de nervoso com um querer muitíssimo, uma luta entre o proibido e o desejável...
Esta música ficar-me-á sempre na lembradura... lembrar-me-á sempre quem me fez esquecer o significado da palavra vergonha, orgulho, confiança, bom senso... Recordar-me-á que é possível tremer e chorar, desejar e não querer mais, evitar e correr atrás. Que é possível dizer quero-te tanto e desejá-lo na realidade!
Enfim...
O que nos conta uma canção? (I)
Esta música revê muito do meu imaginário adolescente.
Em tantas quartas feiras à tarde, nas matinés da Turma 9, ouvi e dancei ao som desta música. Na altura namorava com o Luís, e ansiava por estas tardes para poder colar o meu corpo no dele e dançar com o meu namorado!!
Sabia-me bem sentir o seu respirar no meu ouvido enquanto me deixava guiar por ele e pela música.
Sabia-me bem sentir aquele formigueiro na barriga e a emoção de um abraço mais apertado!
Quando estávamos sozinhos, na inocência de um abraço, era esta música que emoldurava o cenário pueril!...
Algumas vezes também ouvi a palavra desculpa... acompanhada do mesmo abraço apertado e cheio de carinho.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Esquadros
Eu ando pelo mundo prestando atenção
em cores que eu não sei o nome
cores de almodôvar
cores de frida khalo, cores
passeio pelo escuro
eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
eu como uma segunda pele, um calo, uma casca,
uma cápsula protectora
que quero chegar antes
pra sinalizar o estar de cada coisa
filtrar seus graus
eu ando pelo mundo divertindo gente
chorando ao telefone
e vendo doer a fome nos meninos que têm fome
pela janela do quarto
pela janela do carro
pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
eu vejo tudo esquadrado
remoto controle
eu ando pelo mundo
e os automóveis correm para quê?
as crianças correm para onde?
transito entre dois lados de um lado
eu gosto de opostos
exponho o meu modo, me mostro
eu canto para quem?
pela janela do quarto
pela janela do carro...
eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
minha alegria, meu cansaço?
meu amor cadê você?
não tem ninguém ao lado
pela janela do quarto
pela janela do carro...
Adriana Calcanhoto
em cores que eu não sei o nome
cores de almodôvar
cores de frida khalo, cores
passeio pelo escuro
eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
eu como uma segunda pele, um calo, uma casca,
uma cápsula protectora
que quero chegar antes
pra sinalizar o estar de cada coisa
filtrar seus graus
eu ando pelo mundo divertindo gente
chorando ao telefone
e vendo doer a fome nos meninos que têm fome
pela janela do quarto
pela janela do carro
pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
eu vejo tudo esquadrado
remoto controle
eu ando pelo mundo
e os automóveis correm para quê?
as crianças correm para onde?
transito entre dois lados de um lado
eu gosto de opostos
exponho o meu modo, me mostro
eu canto para quem?
pela janela do quarto
pela janela do carro...
eu ando pelo mundo e meus amigos, cadê?
minha alegria, meu cansaço?
meu amor cadê você?
não tem ninguém ao lado
pela janela do quarto
pela janela do carro...
Adriana Calcanhoto
Rosa
Hoje o céu está mais azul,
Eu sinto
Fecho os olhos, mesmo
assim
Eu sinto
O meu corpo estremecer
Não consigo adormecer
Ah, nem o tempo vai chegar
P'ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor
Hoje o céu está mais azul
Eu sinto
Olho à volta mesmo assim
Eu sinto
Que este amor vai acabar
E a saudade vai voltar
Ah, nem assim o tempo vai chegar
P'ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor
Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia
Não sei como explicar
Mas é mesmo assim o amor
Rosa Passos
Música de Rodrigo Leão
Ode ao amor... é assim que vou começar o meu blogue!
Eu sinto
Fecho os olhos, mesmo
assim
Eu sinto
O meu corpo estremecer
Não consigo adormecer
Ah, nem o tempo vai chegar
P'ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor
Hoje o céu está mais azul
Eu sinto
Olho à volta mesmo assim
Eu sinto
Que este amor vai acabar
E a saudade vai voltar
Ah, nem assim o tempo vai chegar
P'ra dizer o quanto eu sinto
Você longe de mim
É uma espécie de dor
Já não sei o que esperar
Dessa vida fugidia
Não sei como explicar
Mas é mesmo assim o amor
Rosa Passos
Música de Rodrigo Leão
Ode ao amor... é assim que vou começar o meu blogue!
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